As descrições de deus[bb]/deuses feitas até hoje não passam de seres criados à imagem e semelhança do homem, e varia de acordo com a cultura, época, religião e indivíduo.

Quando dizem: “deus existe”, temos que entender como algo totalmente relativo.
O que/Quem é deus?
Existem inúmeros pelo mundo, com vários nomes. Aliás, “deus” não é nome próprio e sim, substantivo, não tendo motivo para ser escrito com letra maiúscula.


Quem é o verdadeiro deus? Quais características são verdadeiras?

As religiões conseguem provar que o deus das outras não existem, porém não aceitam os mesmos métodos de provas que as outras lhe aplicam, pois senão perceberão que nem seu próprio deus existirá desta forma. Ou seja, cada um agarra sua própria “verdade” e o resto é tido como mentira.

Descartando os deuses das religiões, como saber se existe algum ser sobrenatural?

Se deus for um ser imaterial, invisível e inodoro não poderemos detectar por meio de métodos científicos e consequentemente não poderemos provar sua existência e nem sua inexistência.
Também não é certo afirmar, que se caso exista, tal deus seja bom, perfeito e que se preocupe com o homem. Ninguém sabe.

Se tal ser, não se torna evidente e não interage com o universo, qual diferença fará em crer nele ou não? É até estranho ele esperar algo do homem para poder fazer algo em troca, isto são sentimentos humanos e limitados.

Não creio neste deus que o homem criou à sua imagem e semelhança, este “deus não é deus”, como já dizia Nietzsche. E caso exista algum ser, considero-o indiferente para a minha vida, pois caso ele queira algo de mim, nada mais justo do que vir falar diretamente a mim ou pelo menos dar provas de sua existência. Não creio que tal ser se sinta irado ou triste por usarmos a razão e lógica que ele mesmo nos deu

Se alguém chegasse a mim e dissesse: “Fulano é muito bom e ama a todos”, eu diria: “Legal”.
Mas o que isto interferiria na minha vida?

Caso exista uma vida após a morte, não há motivos para crer que seja algum céu ou inferno que o homem descreve, e caso exista algum “deus”, não é nenhum ser descrito pelas religiões, pois se ele é absoluto, não pode ser descrito pela nossa relatividade temporal e influenciável de conceitos e idéias.

Não posso, e nem tenho a pretensão de provar de forma absoluta que algum deus ainda desconhecido por todos não exista, mas também não afirmem que ele exista.

Se existe algum ser desconhecido, nós desconhecemos sua existência.

Considero mais saudável a descrença em algo infalseável, do que a crença, pois dela se origina todo o misticismo que contribuem para a criação de pessoas encarceradas no mundo de superstições e fábulas humanas, as quais não se dão o direito e luxo de vislumbrarem tudo, sem medo, pelo prisma da razão.