Sobrevivendo à morte
divindades Segunda-feira, 16/Outubro/2006
Alguns alegam que haverá ressurreição de pessoas em outros corpos não-físicos para uma vida eterna, e que suas consciências serão restauradas, outros alegam que encarnarão outros corpos, etc. Ou seja, a maioria destes esperançosos crêem que a sua “essência” será preservada, seja por meio de alguma alma ou simplesmente pela onipotência de um ser superior.
Porém a pessoa, ou seja, sua personalidade, parece estar intimamente ligada a tudo que está armazenada no cérebro, seus sentimentos, sua educação, seus relacionamentos, sua memória, etc. Quando há danificações no cérebro, traços da personalidade podem ser alterados, parecendo evidente que a auto-identidade está intimamente ligada ao cérebro e não a uma mente “flutuante” (alma).
Outro detalhe interessante, é que os adeptos das crenças cristã e espírita, quase sempre afirmam que a memória da pessoa será perdida na vida pós-morte. É até um tanto lógico, pois se tais pessoas se lembrassem da vida que passaram, teriam sentimentos relativos a todas suas experiências passadas, afetando todo seu comportamento e relacionamento com os outros.
Sendo assim, levando em conta a idéia cristã do Paraíso, o novo “eu” seria alguém com sentimentos alterados (não haveria tristeza, nem dor, etc), traços de personalidade alterados (só haveriam pessoas bondosas e alegres) e assim podemos concluir que seria outro “eu”, uma nova identidade, como se outra pessoa tivesse nascido, não tendo qualquer relação com a personalidade que viveu anteriormente.
Tal idéia seria mais um argumento a favor do fim da personalidade com a morte do cérebro, não permitindo a idéia de sobrevivência da “essência “após a morte.
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