Sentido da vida
vida Terça-feira, 6/Março/2007
Neste vácuo da falta de sentido, vivo.
Também não vejo sentido em viver buscando o sentido de tudo isto que chamamos de realidade. Mal sabemos definir isto.
Morrer para fugir deste mundo, pode ser solução para alguns, mas consideraria solução se ele alcançasse, ainda como um eu-pensante, um outro estágio de vida melhor. Mas não, saem deste mundo para o nada.
Covardes? Consideraria covardia se a vida tivesse um sentido bom por si própria. Na contra-mão, tais pessoas podem considerar covardia viver apenas por medo de cessar a vida.
Está certo que alguns acreditam em outra dimensão, em um mundo melhor fora desta vida, mas temos que admitir que não há qualquer prova disto, parecendo mais uma “solução” fictícia para criar um sentido para a existência do próprio eu, tornando esta vida atual ainda mais sem sentido.
Talvez o pior dano do cessamento proposital da vida, pensado pela ótica da moral social, seja o prejuízo causado às pessoas que dependem tanto sentimentalmente quanto financeiramente de tal pessoa. Mas viver pensando em todas as possíveis pessoas ligadas a nós e suas expectativas, estaremos nos afundando em paradoxos.
Prefiro à vida, do que à morte, pois sou um apaixonado, um curioso. E as consequências de estar vivo apenas me impulsionam para me manterem vivo.
Tento me abster da morte enquanto consigo. Um dia ela virá e não terá acordo. Sendo assim, negocio minha estadia neste mundo, e aproveito-o, buscando satisfação em estar conscientemente presente.
A vida é um grande paradoxo. Não pretendo resolvê-lo, mas apenas esquecê-lo para viver, ou viver para esquecê-lo…
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