Debates calorosos ocorrem devido às convicções de muitas pessoas acerca do mundo metafísico, em especial sobre deus[bb]es.

Não há um resultado certo a se chegar nestas questões. A ciência não pretende e nem pode analisar tais questões, não compete a ela.


Tudo depende da forma que preferimos interpretar a realidade, ou como nosso cérebro consegue interpretar. Não há provas que validem a existência de deuses e nem provas que invalidem. O que se tem são apenas convicções, não fatos.

Vários deuses religiosos conhecidos possuem inúmeras contradições em sua definição, em seus atributos e em seus escritos “sagrados”. Mas quando tais coisas, que podem ser testadas, são colocadas à prova, as pessoas colocam este deus em um ambiente abstrato e inatingível, o verdadeiro deus das lacunas.

Há também pessoas que parecem afirmar que deuses não existem, como se estivessem descrevendo uma realidade imparcial, o mundo real, porém incorrem no mesmo erro dos que afirmam a sua existência. Não há provas para nenhum dos dois lados, e não há como se estabelecer um conhecimento sobre o assunto. Podemos no máximo ter opiniões sobre o assunto, admitindo não serem sustentadas por fatos.

Verdade é que a existência ou inexistência não deixará de ser o que é por causa de nossas interpretações da realidade.

Tentar definir o quê e quem é deus, e criar dogmas em cima disto, considero arrogância, já que nem mesmo se pode saber sobre sua existência. Seria um ser pessoal ou algo impessoal, ou o nada? A definição do mesmo é algo totalmente subjetivo. Conceitos são relativos.

Dizer se tais deuses seriam bons ou maus, justos ou injustos, que se preocupam com o universo ou não, se são na verdade apenas um ou mais, seriam apenas especulações, convicções baratas.

Não creio em deuses, assim como não creio em fadas, duendes, gnomos, demônios, anjos e espíritos. Não é questão de preferir o mundo com ou sem estas entidades, é questão de não podendo afirmar nada, então tento facilitar e simplificar a minha própria interpretação da realidade. Penso que, se não há fatos, não há motivos para eu crer.

Estou aberto às várias possibilidades e até mudar de opiniões aceitando algo como verdadeiro, desde que me seja possível experimentá-lo, colocar à prova.

A preocupação com estes assuntos se dá na mesma proporção em saber se existem dragões invisíveis em minha garagem ou se existe uma xícara de chá na órbita de algum planeta distante: por não haver meios de prová-los, torno-me indiferente. Na prática, descrente em tais suposições.

Não vejo motivos para inserir hipóteses complexas e que não podem ser averiguadas em nossas vidas .