Não consigo ficar muito confortável com o emprego de “sempre” ou “nunca” em previsões feitas no cotidiano. Não simpatizo muito com promessas “ad eternum”. Muitas são feitas e inúmeras são quebradas.

Claro, é até normal, pois qualquer palavra com aparência de garantia eterna tem um peso não suportado por nós.

Exemplos:
- Nunca vou te deixar
- Sempre vou te amar
- Nunca irei a São Paulo
- Sempre te servirei, oh Deus!

Somos seres em constante mudanças e evolução, como assegurar que teremos as mesmas certezas e dúvidas daqui a um curto ou longo espaço de tempo?
Então, por qual motivo se prender a tais coisas?

O melhor a fazer é falar do presente, o que penso e o que sinto agora. Isto basta e é o melhor que podemos compartilhar e aproveitar. Considero isto algo mais sincero e verdadeiro do que tentar falar de um tempo que não se conhece.