Big Brother

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Alguns assistem vividamente os capítulos deste reality show como se fossem parte integrante de sua vida. Outros, criticam e chamam os telespectadores deste tipo de programa de fúteis, pessoas vazias, ridículas, etc. Mas e daí!? Se tais pessoas sentem prazer com este tipo de coisa, o que você tem a ver com isto?

Espertas são as pessoas que sabem as coisas que lhes dão prazer e as aproveitam.

Já parei e ainda páro vez ou outra com minha esposa para assistir alguns trechos. Não é fácil aguentar todas propagandas e as enrolações para manter a audiência, mas…Big Brother Brasil

Talvez todos tenham um pouco de voyeur em si.
Não estritamente no sentido sexual, mas na curiosidade e um certo prazer em entrar no mundo das pessoas. Eu tenho, não nego.

Alguns podem dizer: Aquilo é putaria pura! Ou, é tudo manipulado! Mas o que você tem a ver com isto? Dane-se. Será que novelas, teatros e leituras perdem a graça apenas por serem planejadas, inventadas ou manipuladas? Quanto à putaria, depende dos pudores de cada um.

Tudo bem, considero besteira pessoas se envolverem a ponto de não poder ficar sem acompanhar um dia sequer. Algumas dão opiniões convictas sobre as vidas dos participantes. Querem manipular os jogadores da frente de suas TVs. Perdem tempo discutindo sobre tudo que acontece, sobre as pessoas que foram ou ficaram. Alguns acabam fazendo dos jogadores, simples mortais como nós e talvez nada que nos cause admiração, ídolos, tornando-os celebridades.

Foda-se tudo aquilo. Vamos curtir nossas vidas e aproveitar o tempo. Mas também, foda-se eu. Cada um na sua.

Tá certo que Big Brother é um jogo que mesmo sofrendo interferência da equipe de produção para sair da mesmice e manter audiência com suas festas, provas, e incentivos a intrigas, acaba se estagnando num ciclo vicioso não tendo muito a oferecer. O lance são os participantes envolvidos, cada qual com suas particularidades, histórias de vida e reações próprias, e isto é o que acaba criando curiosidade e instigando algumas pessoas a assistirem.

Resumindo, gosto é que nem cú, cada um tem o seu.

Prazer em ler

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Durante o namoro eu insistia com minha atual esposa a tentar ler livros para ‘ajudá-la’ a ser mais articulada, estruturar melhor suas opiniões, aumentar o vocabulário e blá blá blá. Pobre de mim que nem sou culto, apenas um curioso e metido a ler coisas de meu interesse. Ela admitia e era original: não gostava de ler.Até que conseguimos comprar um livro pelo qual ela começou a ler e se interessou. Um livro estilo comédia romântica. Leu ele todo e adorou.

Percebi que não adiantava forçar, mas disse que só compraria livros se ela realmente fosse ler.

Chato, eu fazia perguntas do tipo: e aí, acabou o livro? Porquê não lê em vez de assistir TV? Ou em vez de blá blá blá?

Passou-se o tempo, algumas outras raras leituras, e casamos. Durante o casamento já compramos alguns outros livros pra ela, acho que uns dois. Começou a ler e não conseguiu passar de alguns capítulos até então. Talvez não gostou muito, talvez não quer ler por enquanto. Não importa, o que importa é que ela só vai ler quando quiser e se quiser. Mais do que certa.

Ainda pouco consciente deste assunto, eu, até pouquíssimo tempo atrás tentava dar um empurrãozinho. Até por pensar no dinheiro[bb] ‘investido’ e no livro parado, esquecido. Gastar já é complicado, comprar e não ler então, realmente dói no bolso.

Me descobri um chato e inconveniente. Pra quê forçar um gosto meu para cima de outra pessoa?
A pessoa vai ler no dia que tiver vontade e ponto. Assim como vou ver TV quando eu quiser, vou jogar sinuca quando eu quiser. Tudo, se eu quiser. Se eu não gosto de algo, não adianta me forçarem, assim como não adianta eu perturbar e encher o saco de alguém.

As coisas são prazerosas para quem as consideram prazerosas. São importantes para quem as consideram importantes.

Vale a pena conferir o post do Alex, que acabou me motivando a escrever isto, falando sobre o Lobby da Leitura.

Auto-subestimação

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Como ainda há pessoas que gostam de se auto-subestimar hoje em dia, até se orgulham disto como se fosse uma virtude. E pior, esperam esta falsa humildade do próximo! Se o outro decide dizer o que realmente pensa de si e admite suas qualidades, é logo visto como um arrogante indigno de qualquer elogio que precisa ser desprezado, mesmo que as demais pessoas realmente percebam tais talentos.

Que droga de regra social é esta?

Essa pequenez de comportamento, talvez seja a falta de coragem de dizerem o que pensam sobre si, ou o medo de que os outros reprovem, ou a carência de ouvir elogios. Talvez acreditem mais nos outros do que em si mesmos, e se fazendo de coitados podem encontrar pessoas que revelem suas qualidades, no fundo já conhecidas por eles mesmos. Talvez, apenas se rebaixam esperando ser elevadas pelos outros: eu finjo que sou desprovido de algumas qualidades e você me contraria fazendo elogios.

Um veneno inoculado na sociedade como um remédio.

Precisamos ser nós mesmos e falarmos sem medo o que conhecemos e achamos de nós, independente se os outros concordem ou reprovem. Bastamos a nós mesmos.

Meu caminho

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Não gasto os meus dias me ocupando em conduzir ou ser conduzido.

Não procuro seguidores para o meu caminho e nem mesmo seguir caminho de outros.

Vivo de acordo com minhas necessidades e meus prazeres. Traço meu caminho de forma dinâmica e mais autônoma possível.

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