Atrás do discurso dócil e apaziguador do cristianismo, se passando como um manso cordeiro, está o seu grande objetivo pernicioso:
A total restrição à liberdade e a negação do prazer.

O grande lobo utiliza-se de armas nocivas, porém aceitas pelo seu grande rebanho:
Ressentimento, culpa e medo.

Bastou a utilização de conceitos como ‘pecado’, ‘céu’ e ‘inferno’ para esta máquina do horror obter tanto poder.

O corpo é visto como um grande indutor de pecados[bb]. A carne é o que leva à condenação do homem.
Assim, perpetuam dualismos como matéria x espírito, corpo x alma e céu x inferno.

Seus sentidos fundamentais do corpo se tornam janelas pelo qual o mundo demoníaco utiliza-se para entrar em suas vidas.

O prazer carnal é condenado. Com isto as grandes frustrações nascem e se apropriam de muitas pessoas que combatem suas próprias vontades e instintos em troca de promessas e mais promessas. Lutam contra si próprios e abandonam a vida presente.

Não é difícil entender o motivo pelo qual muitos querem que o paraíso celestial não tarde em vir. Não aguentam esta vida. Ela perde toda a graça. Viver se torna um fardo.

Este lobo mal continua às soltas tentando devorar quem aparece à sua frente.