Cientista prova a existência de Deus

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Acabo de ler uma notícia enviada por um amigo. Nela é dito que um cientista (Michael Keller) da área de cosmologia ganhou um prêmio ao mostrar que Deus existe.

Isto só deve virar notícia em sites ‘gospel’. Anunciam como se fosse causar impacto aos descrentes e demais cientistas, porém só causa impacto mesmo entre os teístas. Eles mesmos sabem que não há qualquer prova da existência deste ser supremo e ficam antenados para tentar descobrir alguma.

Vejam alguns trechos:

Através de leis da física e da filosofia, pesquisador polonês Michael Keller mostra que Deus existe e ganha um dos mais cobiçados prêmios. Ele montou a sua metodologia a partir do chamado “Deus dos cientistas”: o big bang, a grande explosão de um átomo primordial que teria originado tudo aquilo que compõe o universo.

Que prêmio seria este tão cobiçado e dado a um teólogo-cientista por ‘provar’ a existência de Deus? Ah tá… da Fundação Templeton. Era de se imaginar. É só falarem algo a favor da religião e de deus[bb] que eles dão uma boa quantia em dinheiro[bb].

Entre o pragmatismo científico e a devoção pela religião, ele decidiu fixar esses seus dois olhares sobre a questão da origem de todas as coisas: pôs a ciência a serviço de Deus e Deus a serviço da ciência. Desse no que desse, ele fez isso.

Até onde sei, e espero, a ciência tem que estar a serviço da humanidade, do mundo. Se Deus é tão auto-suficiente e criador de tudo, qual o motivo de colocarem a ciência a serviço dele?

O resultado intelectual é que ele se tornou o pioneiro na formulação de uma nova teoria que começa a ganhar corpo em toda a Europa: a “Teologia da Ciência”.

É preocupante. Qualquer teoria, mesmo as mais absurdas, que pareça ajudar um pouco na pregação do seu Deus, acaba sendo aceita por vários teístas.

O que é a “Teologia da Ciência”? Em poucas palavras, ela se define assim: a ciência encontrou Deus. E a isso Keller chegou, fazendo- se aqui uma comparação com a medicina, valendo-se do que se chama diagnóstico por exclusão: quando uma doença não preenche os requisitos para as mais diversas enfermidades já conhecidas, não é por isso que ela deixa de ser uma doença. De volta agora à questão da formação do universo, há perguntas que a ciência não responde, mas o universo está aqui e nós, nele. Nesse “buraco negro” entra Deus.

Segundo Keller, apesar dos nítidos avanços no campo da pesquisa sobre a existência humana, continua-se sem saber o principal: quem seria o responsável pela criação do cosmo? Com repercussão no mundo inteiro, o seu estudo e sua coragem em dizer que Deus rege a ciência naquilo que a ciência ainda tateia abrem novos campos de pesquisa. “Por que as leis na natureza são dessa forma? Keller incentivou esse tipo de discussão”, disse a ISTOÉ Eduardo Rodrigues da Cruz, físico e professor de teologia da PUC de São Paulo.

Primeiro, por qual motivo várias pessoas assumem um deus criador como o dos teístas e não o dos deístas? E provavelmente, associam este deus ao ‘pai’ do Jesus figurado na bíblia. Simplesmente ignoram os outros milhares de deuses adorados por toda a história por inúmeras outras pessoas

Segundo, pegam algo que consideram sem resposta para incluir deus. O ‘deus das lacunas’. Qualquer coisa que ainda não tenha explicação, associam a ele.

Keller montou a sua metodologia a partir do chamado “Deus dos cientistas”: o big bang, a grande explosão de um átomo primordial que teria originado tudo aquilo que compõe o universo. “Em todo processo físico há uma seqüência de estados. Um estado precedente é uma causa para outro estado que é seu efeito. E há sempre uma lei física que descreva esse processo”, diz ele. E, em seguida, fustiga de novo o pensamento: “Mas o que existia antes desse átomo primordial?”

Como conseguem permanecer neste tipo de conclusão tão simplista e falaciosa?

Não tendo a resposta para a causa primeira do universo, tentam oportunamente preencher a lacuna com Deus. Ora, pensam eles, Deus é a melhor resposta para a criação do Universo. Tudo tem que ter uma causa.

Mas, com isto, a pergunta volta a eles mesmo e nunca houve respostas satisfatórias:
Quem criou Deus? De onde ele surgiu?

Nasceu do unicórnio azul pendurado no castiçal dourado invisível que se mantém flutuando entre sete galáxias espirituais de outra dimensão? E o unicórnio de onde veio?

Provavelmente esta notícia está apelando apenas à pretendida conclusão da existência de Deus e esqueceu-se dos argumentos realmente utilizados pelo teólogo-cientista e das teorias apresentadas. Poderiam ter tentado deixar ela mais interessante, se é que seria possível, abordando o assunto por completo e não sendo apressados em apenas divulgar uma conclusão tendenciosa e simplista.

Fleck está melhor

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Fleck apresentou melhoras desde sábado. Creio que agora deva estar no seu normal. Dificilmente pára quieto agora. Corre de um lado pro outro dentro do apartamento. Parece que brinca de pique-esconde com a gente a todo momento. Basta andarmos de um cômodo para o outro que ele sai em disparada pra outro canto e se esconde. Fica à espreita com o olhar mais travesso possível. De repente, do nada, ele sai correndo de novo pra outro lugar. Brinca com tudo que vê, um pouco com cada coisa.

Parece ser muito feliz. Tem nos dado muita alegria.
Suas atitudes espontâneas e inesperadas nos arrancam risadas.

Abaixo vai uma pequena filmagem do Fleck fazendo arte com a tomada do ventilador:

Palm à venda

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PalmEstou vendendo meu palm[bb]. Quem se interessar, entre em contato.

Motivo: Preciso de dinheiro[bb].

BlogCamp - ES

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[atualização em 25/03/2008 - final do post]

Participei de um BlogCamp por mera curiosidade.

Fui ao pré-encontro, no Bar Abertura da Praia do Canto (Vitória-ES) pra conhecer o pessoal e participei do primeiro dia do evento (sábado - 22/03/2008), na UFES.

A idéia de um BlogCamp parece ser interessante.

Mas, no fim, não sei se o que teve no sábado foi o que esperavam mesmo, se é deste jeito, ou se por algum motivo acabou não rolando.

Estava um calor infernal nas salas.
Não vi nenhum debate até o momento em que fui embora. Durante o dia o pessoal do VideoLog aproveitou para fazer uma breve apresentação de seu trabalho. Uma iniciativa interessante e que vale a pena conferir. 

VideoLogPor mero acaso, dei carona a eles, e a uns dois blogueiros, para os hotéis onde estavam hospedados. Todos aparentaram ser pessoas boas. Deixo o recado: Quando estiverem no ES novamente, podem dar um alô.

Querem saber o que é o VideoLog? Aqui vai uma idéia geral, extraída do site:

O Videolog é a maneira mais fácil e divertida de ver, publicar e compartilhar seus vídeos na internet.

Voltando ao assunto do BlogCamp…

Rolou um cofee-break muito bom no sábado, que até me serviu de almoço. Sei que tudo isto foi fruto do trabalho dos organizadores, que devem ter suado as camisas para acontecer o evento e conseguir patrocinadores. Parabéns pela iniciativa.

No sábado, até o momento em que participei, em vez de debates sobre assuntos da ‘blogosfera’, que planejavam acontecer, houve conversas sobre os mais diversos assuntos feitas por várias rodinhas de pessoas, cada uma em um canto. Não que isto seja ruim, aliás é interessante, e talvez um dos outros objetivos do evento seja bater papo sobre outras coisas. Porém, eu não conhecia os blogs, não sabia quem eram as pessoas e nem sabia o que tínhamos em comum além de um blog. Aquilo não me causava mais interesse do que estar em minha casa.

Se rolasse uma desconferência com interação entre os participantes, envolvendo debates sobre a blogosfera, pra mim, seria melhor aproveitado. Mas, realmente o calor estava insuportável e deve ter contribuído para a dispersão das pessoas e dos assuntos.

Acabei fazendo alguns contatos, o que ajudou passar o tempo.

O mais curioso:

Várias pessoas estavam sentadas entretidas com seus notebooks, me deixando sem entender o motivo em participar do evento. Se fosse pra ficarem atrás de computadores e navegando na internet, nada melhor que o conforto de suas casas. O melhor talvez teria sido desligar o modem WiFi, conectando as pessoas ao mundo real e impulsionando a uma melhor interação. Claro, é uma idéia extremista, e no fundo a conexão à internet era útil, mas poderia ser melhor aproveitada.

Acabei nem indo ao segundo dia do evento pois já não me interessava. Talvez, tenha sido diferente e melhor. Só posso falar do dia em que participei: seria melhor ter ficado no conforto de minha casa.

Sempre é assim: alguns gostam, outros não, e todos têm o direito de expressar sua opinião.

Atualização [25/03/2008]:

Saí do evento em torno de 16:00h no sábado e percebo que devo ter ido embora na hora errada. Ou será que foi melhor assim?

Acabei de ler o seguinte trecho no blog do Armando [Blog do Solteirão]:

No período da tarde, grande parte do pessoal ficou sentado na grama da UFES… só curtindo….
Até que uma boa alma apareceu com o controle do ar-condicionado das salas! Aí a galera entrou e fez uma roda pra rolar um PodCast, seguindo os temas definidos pela manhã e sob o comando do Alexandre Sena. As discussões foram legais, rolou desde cross media até processos jurídicos contra mal uso de imagem.

Não tinha como eu saber que isto iria acontecer. Estava cansado, com muito calor, e muita vontade de voltar para casa. Não posso dar uma opinião sobre a tal ‘desconferência’ pois não participei.

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