[Post redigido antes de optar por ser demitido pela empresa]

É engraçado conversar sobre trabalho com outras pessoas às vezes.

Não sou realizado com meu serviço. Na verdade nem sei com o que queria trabalhar. Talvez nem quisesse trabalhar, não queria emprego. Se fosse só uma escolha, sem consequências, estaria realizando atividades por prazer, passatempos.
Mas, infelizmente, não é. Tem todo o bolo de contas pra pagar. E elas vencem, arrancando seu dinheiro[bb] sem misericórida.
Contas como aluguel, água, luz, condomínio, plano de saúde, etc… são certeiras, têm dia marcado para atacar. Não temos pra onde correr.

Fulano pergunta: com o que você trabalha? Respondo: com informática, desenvolvendo sistemas. Com que linguagem ja mexeu? A, b, c …

Nossa, que legal!

Digo: legal como hobbie, sem obrigação, sem cronogramas que te dão contra o tempo, sem apurrinhação.
Emprego, obrigação, se torna um saco.

Quanto você ganha?
R$ XXXX

Nossa… pela média (de pobreza) está de bom tamanho. Tem gente que ganha R$ XXX e sustenta a família. Você nem tem filho.

Filho-de-cruz-credo, cada um com seus problemas. Não adianta eu me sentir feliz apenas por ter gente mais na merda do que eu. Eu queria é que todos ganhassem mais do que o suficiente para viver, e não apenas sobreviver. Mas não uso a lógica de lamentar o que as pessoas ganham e me satisfazer com o meu trabalho e com o que ganho apenas por isto.

Eu queria não precisar de dinheiro para pagar as contas, e assim não ia querer mais trabalhar sem vontade para conquistá-lo.
Mas como preciso, então tento me esforçar o mínimo possível para pagar o que quero.

Não quero me vender a uma vida desenfreada se estressando por emprego que suga a maior parte de nosso tempo. Quero viver.

Tem coisas que fazemos por utilidade e não por prazer.