Cultura empresarial

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Resolvi ir almoçar com meus amigos do meu antigo serviço na sexta-feira. Cheguei uns 10 minutos antes deles saírem para o restaurante e subi para cumprimentá-los. Fui muito bem recepcionado. Quando desci para a recepção encontrei o gerente financeiro ou sei lá o nome da função dele. Olhou pra mim esbaforindo e disse: Assim você queima meu filme, como você sobe assim? E se tiver clientes? E mais bla-bla-bla. No início achei que era brincadeira, mas, pra engano meu, ele tava falando sério.

Sabem como eu estava vestido pra ele ficar todo-todo? Com uma bermuda jeans, um sapa tênis que uso pra sair, uma camiseta regata e óculos escuro. Ou seja, vestimentas normal para quem vive no litoral e não está trabalhando. Lá, enclausurados, assim como eu era, têm que andar com roupa social e gravata, Sempre! Há algumas excessões, as meninas e alguns desenvolvedores têm outro uniforme.

Aliás foi uma das recomendações do diretor da empresa quando entrei de aviso prévio: Renato, mantenha a mesma vestimenta! E tomei um esbregue em um dia que fui sem a bendita gravata. Até achei engraçado, mas beleza. Parece que a gravata tem um poder especial de iluminar as mentes.

Mas voltando ao dia da visita, se tivesse clientes lá, o tal cara não podia simplesmente deixar quieto ou se perguntassem dizer: “Este é um amigo nosso, ex-colaborador que veio visitar-nos”? Coitado, parece que seria muito dizer isto.

Eu não pertenço mais à empresa e parece que preciso seguir as mesmas regras, ou senão, talvez não possa visitar mais meus amigos e a empresa. Se eu quiser, que eu bote uma gravata e bata ponto. Não podem receber uma pessoa de braços abertos e dizer: “Seja bem-vindo. Quanto tempo!” do jeito que eu estiver vestido. Ainda bem que meus amigos mesmo só ficaram rindo da situação. São pessoas normais, sorte a minha.

Pra se ter uma idéia como isto é cultura empresarial, outro dia, me ligou o diretor de outra empresa, com o qual já tive contato, me chamando pra conversar e no telefone eu disse: “Fulano, eu estou perto da sua empresa, mas estou de bermuda e chinelo, tem problema ir aí assim?”. Prontamente ele disse: “Claro que não, vem pra cá”.

Claro, dentro da empresa, os funcionários seguem regras, mas pera lá, neste episódio de sexta-feira eu era só visitante.

Estou de volta

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Tive que antecipar a viagem para o dia 14. Minha avó, que morou na casa de meus pais, aqui no ES, por vários anos e agora estava em SP revesando um pouco lá e depois um pouco aqui, faleceu. Ela já estava em coma havia um tempo e, infelizmente, isto já era de se esperar. Notícia triste que comoveu toda a família. Viajamos todos, meus pais e irmãs, para SP na segunda à noite de ônibus.

Toda nossa família é de SP. Nos hospedamos na casa de parentes. Na terça à tarde fomos ao velório. Não há muito o que se falar sobre a morte. Ela pode amargurar os corações, mas sabemos que não podemos evitá-la. É triste ver um ente nosso com a vida encerrada, mas só nos resta aceitar. Claro, o choro é inevitável e por isto somamos forças para superar.

Não foi o melhor momento, mas foi bom rever os familiares. Serviu para promover a união com alguns. Fazia tempo que eu não viajava com minha família para lá. Às vezes eles viajavam sozinhos ou eu viajava sozinho, era difícil conciliar. Tempo também fazia que não revia meus familiares de SP.

Os dias passados lá, exceto o motivo que nos levou, foram muito bons e a recepção, especialmente por parte da família do irmão do meu pai e de minha avó materna, foi excelente.

Cheguei dia 21 pela manhã. Conseguimos vir de avião graças à promoção que conseguimos encontrar.

Aos poucos vou ver se consigo um tempinho para ir postando.

Viagem

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Caros amigos e leitores, devido a uma viagem que estarei fazendo à SP nesta quarta-feira, ficando alguns dias fora, não sei se terei oportunidade de postar neste período. Infelizmente não tenho posts programados até então.

Estarei hospedado na casa de familiares, por isto não sei como será meu acesso à internet.

Alimentação

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Alimentação é um assunto que me interessa. Não sou conhecedor crítico da área, mas gosto de sondar informações, pesquisar e me manter antenado. Estou cansado de saber que grande parte do conteúdo veiculado na mídia, especialmente na TV, é tendencioso, visando não atrapalhar as indústrias ($$$).

Parte A

No início do namoro, em torno de 3 meses juntos, sugeri à minha esposa de deixarmos de tomar refrigerantes. Acreditam, foi apenas sugestão mesmo. Ela concordou, e desde então, meados de 2005, não tomamos mais.

Motivo?

Na casa de meus pais, onde eu morava, refrigerante era e é como água. É o líquido sagrado e não pode faltar nunca. Havia casos de acordarem de madrugada para matarem sede bebendo Coca-Cola. Eu, como era do meio, acabei entrando neste ‘vício’. Era refrigerante a todo instante. Meu sistema digestivo não é lá essas coisas e refrigerantes não me ajudavam muito. Sempre me deixavam estufados e até com mal estar. Somado a isto, comecei a refletir que deveria sair um pouco desta química, xaropes gaseificados, cheio de conservantes e corantes. Resumindo, resolvi tentar ter um pouco mais de saúde através deste pequeno passo.

Foi um passo simples assim: “Não vou mais beber refrigerante”. Pronto. No início é mais complicado, mas em pouquíssimo tempo já não esquentava com isto. Fui decidido e até radical.

Evitava toda bebida química que borbulhava, isto é, com gás.

Parte B

Casei em julho de 2007.

Livro:

Tendo mais independência, morando a sós com minha esposa, resolvi mudar minha alimentação[bb] e melhorá-la. Li um livro, que achei muito interessante, do Dr Alexandre Feldman e da sua esposa Pat Feldman, e um tanto empolgado com novos ideais, parti para as mudanças. O Alexandre é um pesquisador sério sobre a enxaqueca e a alimentação. Sua esposa o auxilia na culinária com receitas bem interessantes. Não é por acaso que o livro que li deles se chama “A dor de cabeça morre pela boca“. Vale a pena conferir.

Mais uma vez sugeri à minha esposa para pararmos de comprar doces em dias de semana e evitarmos alimentos industrializados. Nos poucos casos que eram acessíveis, optávamos por alimentos orgânicos. Era certo que não daria pra cortar inúmeras coisas, mas podíamos melhorar em alguns pontos. Assim foi.

Sabíamos que haveria certa dificuldade, já que mudar a alimentação, resultaria em diminuir bastante a frequência de fast-food, sorvetes, doces apetitosos, frituras, frangos turbinados de hormônios, etc. Coisas normais para quase todos hoje em dia. Era um preço ‘caro’ para nossos desejos deixar tudo isto de lado. Claro, que caro mesmo é abandonarmos nossa saúde em prol de tanta porcaria que ingerimos por aí.

No livro, já citado, havia algo muito interessante e que dizia mais ou menos assim: o importante é a regra e não a excessão.

Ou seja, se tivermos uma alimentação equilibrada e saudável no dia-a-dia, comer uma pizza com amigos uma vez ou outra, ir ao aniversário de alguém e beliscar um doce, não mata ninguém. O problema é a excessão virar a regra.

Hoje, ainda não tomo refrigerantes, mas tomo ICE (bebida gaseificada com vodka e algum sabor como limão ou tangerina) de vez em quando. Ou seja, não sou tão radical. O importante é a regra.

De qualquer forma, já fui em vários churrascos, onde todos se entupiam de refrigerantes, onde eu e a esposa bebemos apenas água.

Parte C

Os dias foram passando, fui cedendo, e eu mesmo relaxei com a minha alimentação. Mas não foi um caminho tão sensato assim. Não que eu tenha adquirido algum mal imediato por isto, mas este é o problema, só veremos as consequências da má alimentação com o tempo, quando talvez não haverá como voltar atrás e gastaremos um bom dinheiro com remédios e tratamentos.

Domingo (06/04/2008), comentei com minha esposa: vou melhorar minha alimentação, de novo, a partir de amanhã, segunda-feira.
Uma das primeiras coisas que me veio à mente foi evitar doces. A gente não percebe, por virar normal, mas é muita porcaria que comemos no dia-a-dia, tudo quanto é tipo de guloseimas e lanches rápidos, ou mesmo os tantos produtos industrializados.

Deixo claro que, mesmo eu expondo minhas vontades e mudanças aqui, não significa que serei preso a isto ou deixarei de fazer algo por ter pessoas que criaram expectativas em cima disto.

Meu objetivo inicial é realmente evitar certos alimentos, tornar como regra uma alimentação mais saudável, pelo menos dentro de minha casa.

Algumas práticas ainda são mantidas desde o início do casamento sem qualquer problema:

- evitamos frituras;
- nos casos que precisaríamos de óleo de soja para fritar, utilizamos manteiga na maioria das vezes;
- utilizamos azeite em alguns casos também;
- não comemos margarina.

Já outras práticas, tinham entrado no esquecimento:

- evitávamos comprar peitos de frangos turbinados, optávamos por orgânicos;
- evitávamos doces e biscoitos;
- evitávamos sucos em pó. Eu tomava mais água que tudo.

Tentarei voltar com as práticas que eu havia parado.
Para evitar os doces, tento ter frutas sempre à disposição.

Não tenho a pretensão de me tornar vegetariano, quero é ter uma alimentação equilibrada e mais saudável.

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