Cultura empresarial
cotidiano Segunda-feira, 28/Abril/2008
Resolvi ir almoçar com meus amigos do meu antigo serviço na sexta-feira. Cheguei uns 10 minutos antes deles saírem para o restaurante e subi para cumprimentá-los. Fui muito bem recepcionado. Quando desci para a recepção encontrei o gerente financeiro ou sei lá o nome da função dele. Olhou pra mim esbaforindo e disse: Assim você queima meu filme, como você sobe assim? E se tiver clientes? E mais bla-bla-bla. No início achei que era brincadeira, mas, pra engano meu, ele tava falando sério.
Sabem como eu estava vestido pra ele ficar todo-todo? Com uma bermuda jeans, um sapa tênis que uso pra sair, uma camiseta regata e óculos escuro. Ou seja, vestimentas normal para quem vive no litoral e não está trabalhando. Lá, enclausurados, assim como eu era, têm que andar com roupa social e gravata, Sempre! Há algumas excessões, as meninas e alguns desenvolvedores têm outro uniforme.
Aliás foi uma das recomendações do diretor da empresa quando entrei de aviso prévio: Renato, mantenha a mesma vestimenta! E tomei um esbregue em um dia que fui sem a bendita gravata. Até achei engraçado, mas beleza. Parece que a gravata tem um poder especial de iluminar as mentes.
Mas voltando ao dia da visita, se tivesse clientes lá, o tal cara não podia simplesmente deixar quieto ou se perguntassem dizer: “Este é um amigo nosso, ex-colaborador que veio visitar-nos”? Coitado, parece que seria muito dizer isto.
Eu não pertenço mais à empresa e parece que preciso seguir as mesmas regras, ou senão, talvez não possa visitar mais meus amigos e a empresa. Se eu quiser, que eu bote uma gravata e bata ponto. Não podem receber uma pessoa de braços abertos e dizer: “Seja bem-vindo. Quanto tempo!” do jeito que eu estiver vestido. Ainda bem que meus amigos mesmo só ficaram rindo da situação. São pessoas normais, sorte a minha.
Pra se ter uma idéia como isto é cultura empresarial, outro dia, me ligou o diretor de outra empresa, com o qual já tive contato, me chamando pra conversar e no telefone eu disse: “Fulano, eu estou perto da sua empresa, mas estou de bermuda e chinelo, tem problema ir aí assim?”. Prontamente ele disse: “Claro que não, vem pra cá”.
Claro, dentro da empresa, os funcionários seguem regras, mas pera lá, neste episódio de sexta-feira eu era só visitante.
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Quinta-feira, 1/Maio/2008 às 9:14 pm
rss.. hé Caliari … este foi o episodi q eu presenciei e achei bem engraçado tb, rsss… aq eu tb vou fazer o mesmo, estou trabalhando na mesma empresa que voce agora… rsss isso mesmo…
falwou
abracos….
vini
Sábado, 3/Maio/2008 às 3:31 pm
Até o momento minha empresa é minha própria casa…rs.
Na verdade, nada de empresa, hehe.