O ateísmo proporcionou muitas mudanças em minha vida. Na verdade, a religião me prendia e não permitia eu avançar, crescer e amadurecer. Era minha própria prisão. Quando me libertei dela, pude começar a repensar todos os conceitos que eu tinha até então e tirar minhas próprias conclusões. Não tenho como descrever esta sensação maravilhosa de liberdade, é algo explêndido. Me senti verdadeiramente vivo.

Foi o início de um processo glorioso que continua em andamento durante todos os dias de minha vida. A todo momento observo, reflito e tiro conclusões sobre as coisas ao meu redor, sem medo de estar infringindo alguma regra celestial ou de ser criticado por alguém. Quando participava de igreja, tinha que tomar cuidado para não desobedecer doutrinas e nem mandamentos de pessoas com poderes eclesiásticos, senão eu poderia perder funções que eu tinha adquirido ou ficar mal falado. Aliás, estas duas coisas aconteceram.

Minha mudança na forma de pensar foi algo que eu não podia segurar, algo natural, e que me proporcionava um prazer imenso.
Antes eu ouvia muito dizer sobre liberdade, mas fui descobrir por mim mesmo, sentindo o verdadeiro gosto, depois que me desliguei da religião.

Na verdade, as mudanças começaram a brotar antes mesmo do ateísmo, e elas me levaram à descrença. Por fim, a descrença, e a perda do medo de algum ser me cobrar por eu pensar de forma independente, me levaram a outras mudanças.

Poderia classificar essas mudanças pelos momentos em que apareceram. No estágio pré-ateísmo, foram mudanças na forma de pensar em relação à doutrinas bíblicas, religião e divindades. As mudanças pós-ateísmo, foram mudanças na forma de viver e pensar sobre o mundo.

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