Discípulo da razão é um blog para falar sobre a vida e sua falta de sentido. Sem rodeio. Sem frescura.
Teste de empreendedorismo
out 31st
Iniciei uma pós-graduação à distância e uma das atividades para nos acostumar com o sistema pelo qual será ministrado o curso foi um teste sobre empreendedorismo.
Existiam respostas ‘certas’ e ‘erradas’ de acordo com quem fez o teste. Enviei o teste, que respondi rapidamente, e um dos meus ‘erros’ foi na seguinte questão:
Como é a sua relação com o trabalho?
Escolher uma resposta.
a. Não sou nenhum fanático do trabalho.
b. Gosto de trabalhar mas reajo mal à pressão e ao stress.
c. Acho que trabalhar é um mal necessário. Cumpro com as minhas obrigações.
Eu respondi a letra A.
No fim, minha nota foi 7.2 e veja onde me enquadraram:
72 – 90 pontos
Bom. Tem as qualidades de um empreendedor de sucesso, mas com alguns pontos fracos. Será capaz de suprir os seus pontos fracos, investindo na formação ou aprendendo com alguém que tenha experiência.
É um ponto fraco o meu não-fanatismo por trabalho! E logo tentam me dar a dica: aprender isto com quem tem mais ‘experiência’.
Fala sério.
Você é o cara?
out 30th
Estou trabalhando e até então um tanto satisfeito na empresa em que estou mas fui para uma conversa informal (entrevista) em uma outra empresa para saber o que eles tinham pra oferecer. Não custa nada e além do mais foram eles que me chamaram. Depois de bater papo por um tempo, pra encerrar, um dos diretores me pergunta:
- Você é o cara?
Fiquei pensando: Quem é o cara? O que teria que ser pra ser o cara? Existe o cara?
Respondi algo parecido com: Estou apto a desenvolver o que me proponho.
Falei mais algumas coisas e dei a entender que não era o cara. Aliás, eu não sabia quem era o cara que ele queria. Um super-herói que resolve e sabe tudo?
Eu não estava assim tão interessado mesmo na vaga.
Ele achou que eu estava enrolando, deu mil explicações. Mas em nenhum momento me deu as variáveis para eu tentar desvendar o que seria o tão almejado “cara”.
Deu a entender que eu não precisava ter medo de falar, deu uma pressionada, falou sério, e também riu. Talvez achou que ia me convencer a soltar “o cara” que havia em mim.
Continuei na mesma, sem saber direito o que seria “o cara”, qual a vantagem em sê-lo, ou se existiria tal “cara”.
Nestes moldes, me parece uma pergunta abstrata apenas pra poder depositar na pessoa uma grande expectativa de segurança em estar fazendo a coisa certa. Como se a simples resposta, “sou o cara”, já resolvesse os problemas. Se o candidato responde que é “o cara”, é possível que a qualquer momento quando der uma zebra os outros cobrem-no justificando-se com a resposta que ele deu. Parece uma forma de foder com o cara com a ‘permissão’ dele. Você disse que era o cara, agora se vire!
Moda
out 17th
Esta moda de sempre ter que estar na moda não entra na moda pra mim.
Gosto de andar do meu jeito. Normalmente gosto de estar e sair de havaianas, bermuda e camiseta básica, em outros dias posso querer me vestir diferente.
Depende do humor, do dia, ou de nada. Sei lá.
Não sou muito de me preocupar com o que os outros vão pensar, se estou combinando ou se estou na moda.
O importante é eu me sentir bem com a roupa.
A esposa procura ficar de olho para tentar me vestir ‘melhor’, de acordo com o conceito dela, o que varia também.
De vez em quando ouço dela e até de minha família que não estou combinando ou que estou despojado demais.
Mas, e daí?, eu pergunto. Quem dita as regras do que combina? Quem define o momento em que pode ser despojado ou não?
Por qual motivo eu mesmo não posso me vestir como quero?
A bendita moda parece ser a causa.
Não consigo entender como este conceito subjetivo pode ter tanta força. Aliás, no fundo, nem as pessoas estão baseadas apenas no conceito de moda corrente nas mídias, mas no seu próprio conceito do que é certo e errado para se vestir. As próprias modas ditadas nas mídias, são idéias de pessoas que acham que tudo aquilo que estão colocando em exposição devem se tornar moda, ou seja, uma forma de impor costumes baseado em suas próprias opiniões. Daí surgem preconceitos com quem não segue esta massificação de idéias, por serem muitas vezes diferente do que os padrões mandam.
Pode até acontecer de eu dizer por ironia “eu vi em tal lugar que isto é moda” e me dizerem: “Não é. A moda é você se vestir assim”, ou “Só por ser moda você precisa seguir?”.
Vai entender. Prefiro que a pessoa diga que não gostou, por opinião sua e pronto. De qualquer forma isto não quer dizer que me vestirei diferente. Pode acontecer, mas apenas pra agradar a esposa.
Gosto é que nem cú, cada um tem o seu.

