Discípulo da razão é um blog para falar sobre a vida e sua falta de sentido. Sem rodeio. Sem frescura.
Trabalho, emprego, escravidão
A cada dia tenho mais vontade de não ter emprego, de não ter a obrigação de trabalhar neste sistema escravizante. Tento me afastar dos seus males o quanto posso.
Vejo amigos querendo arranjar mais projetos por fora para ganhar mais dinheiro. Trabalham de dia, de noite e até fim de semana. Só pensam em ganhar mais dinheiro, buscar empregos melhores, trabalhar mais horas, comprar mais coisas. Vendem suas almas ao trabalho, ao dinheiro. Se aprisionam sem perceberem.
Vivem buscando crescer na empresa para ter mais reconhecimento e ter mais dinheiro para gastar mais. E quando começam a gastar mais, precisam de mais dinheiro. Assim este mundo escravo gira.
Devo estar mesmo me desligando do mundo que as pessoas em geral vivem. Ando buscando cada vez mais trabalhar menos. Gosto da falta de obrigação. Saúdo a preguiça.
Gosto de ficar sozinho e sossegado. Gosto de ter tempo livre, seja para ler, ficar deitado, andar na praia, ver filme ou o que me der na telha. Gosto de fazer nada.
Gosto de não me preocupar com esta roda viva que quer engolir a tudo e a todos.
Quero distância desta droga que vicia as pessoas, muitas vezes sem perceberem. Se tornam dependentes e não conseguem largar. Quero a mínima dose possível, de forma consciente, apenas para ter o que considero necessário para aproveitar minha vida.
Estou de saco cheio desta escravidão. Horário para entrar e para sair. Ser produtivo. Obedecer a superiores. Resolver coisas que não interessam a mim, e bla bla bla.
Minha vida não é isto, não é minha profissão, não é um emprego.
Alguns podem achar que estou surtando. Que seja.
Quero ir contra esta maré. Quero andar devagar. Fazer as coisas sem pressa, do meu jeito, de acordo com o ritmo que me deixe em paz, sem a loucura e correria que o mundo se encontra.
As pessoas passam a vida dando o seu suor a este sistema e esquecem-se de viver. Cada um com seu cada um. Eu não quero isto pra mim.
Talvez seja uma forma de passarem o tempo que não saberiam como aproveitar ou na verdade não conseguem pensar em como poderia ser diferente disto.
Penso que uma das formas simples para começar a depender menos de tudo isto é gastando menos, comprando menos, se endividando menos.
Já tive atitude mais rebelde e valeu a pena, como optar por ser demitido de uma empresa sem ter qualquer trabalho em vista quando eu já estava casado. Arrisquei e deu certo. Não consegui me livrar de ter que trabalhar novamente mas dei um fim a algo que não me dava mais prazer algum na época. Depois de uns dois meses arranjei outro emprego que considerei mais interessante.


13 de maio de 2009 - 11:40 am
A conversa rendeu.
Hoje em dia tenho até medo de ter aumento. É aquela velha história: “Quando mais alto o cargo maior o rombo”, “Quanto mais alto voam maior o tombo”. É como você disse, a gente se torna escravo do emprego, do salário. Tenho medo de perder o que tenho hoje, por isso não quero ganhar mais, a perda seria maior. O grande problema é como fugir disso. Pois é, não há como fugir (pelo menos não descobri ainda). Não quero viver como um hermitão ou como um hippie ou ainda mendingando na rua. Gosto de ter conforto – carro pra me levar onde eu bem entender, boa comida, viajar; tirando os supérfluos que a gente compra, gastando o nosso dinheiro com um prazer temporário.
De qualquer forma, fica o meu medo de de arriscar, e a impossibilidade de ver que a vida não é somente o que, de fato, vemos. Da última vez que arrisquei, perdi cinco mil reais da bolsa. Agora estou com medo mesmo.
13 de maio de 2009 - 3:01 pm
E aí Miranda!
É um assunto um tanto complexo realmente.
Temos que encontrar um ponto de equilíbrio que nos satisfaça.
9 de fevereiro de 2010 - 9:36 am
Se todas as pessoas se demitissem, o sistema iria entrar em colapso e elas poderiam ser livres.
Esse sistema que nos faz crer que sem ele, bilhões de pessoas ficariam sem as necessidades básicas, mas quais são estas necessidades? Do que você necessita?
Hoje não é mais necessária uma lei marcial de caráter ditatorial, você já é oprimido pelas próprias pessoas, que possuem uma opinião pré-definida, agora imagine que você comece a enxergar o que está por trás e não se contente mais com a margem do rio e se aprofunde nele, será que você seria capaz de suportar certas verdades?
Acesse esse forum de discussõe e esteja preparado para suportar toda a verdade: http://antinovaordemmundial.com/forum
PS: Vejo pela qualidade do conteúdo desse blog, que não está longe de descobrir o que realmente está por trás da matrix.