Não sou fã de coisas que parecem não permitir mudanças. Mas no fundo, nada é permanente e isto me tranquiliza.

Já pensei em fazer tatuagem, mas sempre me assombrava com a tal permanência da pintura. Teria meu corpo marcado por toda, ou quase toda, vida, enquanto meu corpo não se decomposse.

Até que um dia comecei a procurar algum desenho que me interessasse. Queria encontrar uma fenix. Não era certo que eu realmente me tatuaria, mas me deixei levar.

Passou alguns dias e fui a um estúdio, o tatuador desenhou uma fenix com tinha removível, que possuía em seu catálogo. Fui para casa, analisei. Ainda não era o que eu queria. Limpei.

Continuei procurando mais desenhos.

Encontrei uma fenix que me interessei. Marquei horário no estúdio  e fui. Levei o desenho e iniciei a tatuagem.
Fiz duas sessões, uma na quarta-feira (03/06) e outra na sexta (05/06). Duração de 01:30 a 2h cada. Fiz no braço esquerdo.

Ainda faltam mais umas duas sessões. Gostei do resultado até agora.

Concluindo, resolvi enfrentar esta preocupação, este medo, levá-lo menos a sério. Nada é pra sempre.

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