Música gospel

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Alguns podem ficar sem entender como ainda ouço músicas ‘gospel’ de vez em quando. Não é comum, mas pode acontecer.

Tem louvores que me agradam. Não falo quanto à letra de adoração divinal, mas à composição melódica, a música.  Nada de errado, nada de contraditório. Não ouço com a mesma intenção de um cristão.

É fácil entender. Será que as pessoas ouvem outros tipos de músicas crendo e fazendo questão que a letra seja uma história real?

Assistem filmes achando que tudo aquilo é verdade? Ou será que fazem por sentir algum prazer?

Tem música estrangeira que não entendo uma palavra sequer, mas que me faz bem.

A música pode ser espírita, católica, celta, romana, ou ter qualquer outro rótulo, se me agradar, pouco me importa as intenções ou raízes.

Cientista prova a existência de Deus

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Acabo de ler uma notícia enviada por um amigo. Nela é dito que um cientista (Michael Keller) da área de cosmologia ganhou um prêmio ao mostrar que Deus existe.

Isto só deve virar notícia em sites ‘gospel’. Anunciam como se fosse causar impacto aos descrentes e demais cientistas, porém só causa impacto mesmo entre os teístas. Eles mesmos sabem que não há qualquer prova da existência deste ser supremo e ficam antenados para tentar descobrir alguma.

Vejam alguns trechos:

Através de leis da física e da filosofia, pesquisador polonês Michael Keller mostra que Deus existe e ganha um dos mais cobiçados prêmios. Ele montou a sua metodologia a partir do chamado “Deus dos cientistas”: o big bang, a grande explosão de um átomo primordial que teria originado tudo aquilo que compõe o universo.

Que prêmio seria este tão cobiçado e dado a um teólogo-cientista por ‘provar’ a existência de Deus? Ah tá… da Fundação Templeton. Era de se imaginar. É só falarem algo a favor da religião e de deus[bb] que eles dão uma boa quantia em dinheiro[bb].

Entre o pragmatismo científico e a devoção pela religião, ele decidiu fixar esses seus dois olhares sobre a questão da origem de todas as coisas: pôs a ciência a serviço de Deus e Deus a serviço da ciência. Desse no que desse, ele fez isso.

Até onde sei, e espero, a ciência tem que estar a serviço da humanidade, do mundo. Se Deus é tão auto-suficiente e criador de tudo, qual o motivo de colocarem a ciência a serviço dele?

O resultado intelectual é que ele se tornou o pioneiro na formulação de uma nova teoria que começa a ganhar corpo em toda a Europa: a “Teologia da Ciência”.

É preocupante. Qualquer teoria, mesmo as mais absurdas, que pareça ajudar um pouco na pregação do seu Deus, acaba sendo aceita por vários teístas.

O que é a “Teologia da Ciência”? Em poucas palavras, ela se define assim: a ciência encontrou Deus. E a isso Keller chegou, fazendo- se aqui uma comparação com a medicina, valendo-se do que se chama diagnóstico por exclusão: quando uma doença não preenche os requisitos para as mais diversas enfermidades já conhecidas, não é por isso que ela deixa de ser uma doença. De volta agora à questão da formação do universo, há perguntas que a ciência não responde, mas o universo está aqui e nós, nele. Nesse “buraco negro” entra Deus.

Segundo Keller, apesar dos nítidos avanços no campo da pesquisa sobre a existência humana, continua-se sem saber o principal: quem seria o responsável pela criação do cosmo? Com repercussão no mundo inteiro, o seu estudo e sua coragem em dizer que Deus rege a ciência naquilo que a ciência ainda tateia abrem novos campos de pesquisa. “Por que as leis na natureza são dessa forma? Keller incentivou esse tipo de discussão”, disse a ISTOÉ Eduardo Rodrigues da Cruz, físico e professor de teologia da PUC de São Paulo.

Primeiro, por qual motivo várias pessoas assumem um deus criador como o dos teístas e não o dos deístas? E provavelmente, associam este deus ao ‘pai’ do Jesus figurado na bíblia. Simplesmente ignoram os outros milhares de deuses adorados por toda a história por inúmeras outras pessoas

Segundo, pegam algo que consideram sem resposta para incluir deus. O ‘deus das lacunas’. Qualquer coisa que ainda não tenha explicação, associam a ele.

Keller montou a sua metodologia a partir do chamado “Deus dos cientistas”: o big bang, a grande explosão de um átomo primordial que teria originado tudo aquilo que compõe o universo. “Em todo processo físico há uma seqüência de estados. Um estado precedente é uma causa para outro estado que é seu efeito. E há sempre uma lei física que descreva esse processo”, diz ele. E, em seguida, fustiga de novo o pensamento: “Mas o que existia antes desse átomo primordial?”

Como conseguem permanecer neste tipo de conclusão tão simplista e falaciosa?

Não tendo a resposta para a causa primeira do universo, tentam oportunamente preencher a lacuna com Deus. Ora, pensam eles, Deus é a melhor resposta para a criação do Universo. Tudo tem que ter uma causa.

Mas, com isto, a pergunta volta a eles mesmo e nunca houve respostas satisfatórias:
Quem criou Deus? De onde ele surgiu?

Nasceu do unicórnio azul pendurado no castiçal dourado invisível que se mantém flutuando entre sete galáxias espirituais de outra dimensão? E o unicórnio de onde veio?

Provavelmente esta notícia está apelando apenas à pretendida conclusão da existência de Deus e esqueceu-se dos argumentos realmente utilizados pelo teólogo-cientista e das teorias apresentadas. Poderiam ter tentado deixar ela mais interessante, se é que seria possível, abordando o assunto por completo e não sendo apressados em apenas divulgar uma conclusão tendenciosa e simplista.

Confissão - pecados

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Depois de ter postado o artigo sobre os novos pecados, percebi ter esquecido de ter incluído uma parte interessante publicada no portal Globo sobre este assunto ainda:

Monsenhor Gianfranco Girotti falou dos novos pecados[bb] aos padres reunidos no Vaticano até o final de semana passado, durante curso de atualização sobre o sacramento da confissão.

Durante o curso, o responsável pelo tribunal informou que cada vez menos católicos[bb] confessam os próprios pecados aos padres. Girotti denunciou que cerca de 60% dos fiéis na Itália não se confessam, citando estatísticas da Universidade Católica italiana.

Na entrevista ao Osservatore Romano, Girotti recordou as recomendações para se receber o perdão.

“Confissão em 15 ou máximo 20 dias antes ou depois de cometer o pecado, comunhão, oração segundo as intenções do papa, pureza e caridade”, disse o clérigo.

O sistema de perdão é tão ‘desenvolvido’ que a pessoa pode se confessar antes mesmo de pecar, tirando todo o peso de sua consciência ao cometer o ato, livrando-a do sentimento de culpa. É só planejar os pecados com uns 20 dias de antecedência.

Já para quem pedir perdão após pecar, lembre-se dos prazos para não ser castigado.

Novos pecados - Vaticano

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Vaticano divulga lista de novos
pecados[bb] capitais:

A manipulação genética, o uso de drogas, a desigualdade social e a poluição ambiental estão entre os novos pecados capitais pelos quais os cristãos[bb] devem pedir perdão, segundo a nova lista apresentada pela Santa Sé.

O Vaticano atualizou a lista de pecados capitais para adaptá-la à “realidade da globalização”.

Me preocupa esta forma com que a igreja atua para tentar resolver as coisas.
Em vez de fazerem algo benéfico a respeito e tentarem uma conscientização com argumentos sólidos, adicionam novos ítens à lista de ‘pecados’ e pronto. É trágico o poder que eles possuem para ditarem o certo e errado ao seu belprazer. Tudo bem, a intenção pode ser boa e para o bem comum. Mas até isto é relativo. Quem decide o que é bom e certo? Eles.

Manipulação genética:

Por qual motivo insistem em andar na direção inversa da ciência?
Será que rejeitam todos os seus benefícios quando precisam?

Talvez a igreja tenha uma lista das manipulações permitidas e outra das pecaminosas.

Uso de drogas:

O que seriam drogas para o Vaticano?
O dicionário define como: qualquer substância medicamentosa; nome genérico das diferentes matérias que entram em preparados farmacêuticos ou na indústria; e outras definições.

Quem vai julgar qual é a droga boa ou a ruim? Ou será que ninguém mais vai se tratar com medicamentos?

A desigualdade social:

Creio que estejam se referindo à desigualdade econômica, já que a desigualdade social é mera consequência da existência. Não há como forçar uma igualdade em todos os âmbitos em cima de nossas diferenças. Só adestrando e robotizando as pessoas. Não que isto já não venha sendo feito.

Quanto às diferenças econômicas, quero ver se os poderosos da igreja vão doar suas posses aos demais buscando essa igualdade almejada. A igreja poderia vender seus templos e compartilhar o dinheiro[bb] da venda com seus fiéis. E, pra melhorar, poderia parar de construir templos e parar de gastar dinheiros ornamentando-os.

Nem adianta sugerir controle de natalidade como uma forma, dentre outras, de frear o crescimento desta desigualdade. O papa nem sequer gosta da idéia da camisinha. As pessoas que engravidem e peguem aids. Os fiéis são pessoas puras e não praticam sexo fora de um casamento. Ele acredita mesmo nisto? Nem sequer os padres se aguentam.

Poluição:

O que sugerem para acabar com a poluição?

Em se tratando de poluição do ar, as pessoas que trabalhem em alguma empresa que, mesmo indiretamente, contribua para a poluição, devem pedir demissão? Ir ao confessionário e pedir perdão?
A partir de agora todos andarão de bicicleta e venderão seus carros?

Não adianta apenas apontar problemas. Precisamos de soluções.

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Sou a favor de frearmos os males que tem assolado a natureza e trabalharmos em prol de melhorias, porém instituir algo como pecado não muda nada. Aceitar isto só confere ainda mais poder à igreja para ditar o que é certo ou errado.

É necessário conscientização e não mais pecados.

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