Alimentação

alimentação, cotidiano, vida 5 comentários »

Alimentação é um assunto que me interessa. Não sou conhecedor crítico da área, mas gosto de sondar informações, pesquisar e me manter antenado. Estou cansado de saber que grande parte do conteúdo veiculado na mídia, especialmente na TV, é tendencioso, visando não atrapalhar as indústrias ($$$).

Parte A

No início do namoro, em torno de 3 meses juntos, sugeri à minha esposa de deixarmos de tomar refrigerantes. Acreditam, foi apenas sugestão mesmo. Ela concordou, e desde então, meados de 2005, não tomamos mais.

Motivo?

Na casa de meus pais, onde eu morava, refrigerante era e é como água. É o líquido sagrado e não pode faltar nunca. Havia casos de acordarem de madrugada para matarem sede bebendo Coca-Cola. Eu, como era do meio, acabei entrando neste ‘vício’. Era refrigerante a todo instante. Meu sistema digestivo não é lá essas coisas e refrigerantes não me ajudavam muito. Sempre me deixavam estufados e até com mal estar. Somado a isto, comecei a refletir que deveria sair um pouco desta química, xaropes gaseificados, cheio de conservantes e corantes. Resumindo, resolvi tentar ter um pouco mais de saúde através deste pequeno passo.

Foi um passo simples assim: “Não vou mais beber refrigerante”. Pronto. No início é mais complicado, mas em pouquíssimo tempo já não esquentava com isto. Fui decidido e até radical.

Evitava toda bebida química que borbulhava, isto é, com gás.

Parte B

Casei em julho de 2007.

Livro:

Tendo mais independência, morando a sós com minha esposa, resolvi mudar minha alimentação[bb] e melhorá-la. Li um livro, que achei muito interessante, do Dr Alexandre Feldman e da sua esposa Pat Feldman, e um tanto empolgado com novos ideais, parti para as mudanças. O Alexandre é um pesquisador sério sobre a enxaqueca e a alimentação. Sua esposa o auxilia na culinária com receitas bem interessantes. Não é por acaso que o livro que li deles se chama “A dor de cabeça morre pela boca“. Vale a pena conferir.

Mais uma vez sugeri à minha esposa para pararmos de comprar doces em dias de semana e evitarmos alimentos industrializados. Nos poucos casos que eram acessíveis, optávamos por alimentos orgânicos. Era certo que não daria pra cortar inúmeras coisas, mas podíamos melhorar em alguns pontos. Assim foi.

Sabíamos que haveria certa dificuldade, já que mudar a alimentação, resultaria em diminuir bastante a frequência de fast-food, sorvetes, doces apetitosos, frituras, frangos turbinados de hormônios, etc. Coisas normais para quase todos hoje em dia. Era um preço ‘caro’ para nossos desejos deixar tudo isto de lado. Claro, que caro mesmo é abandonarmos nossa saúde em prol de tanta porcaria que ingerimos por aí.

No livro, já citado, havia algo muito interessante e que dizia mais ou menos assim: o importante é a regra e não a excessão.

Ou seja, se tivermos uma alimentação equilibrada e saudável no dia-a-dia, comer uma pizza com amigos uma vez ou outra, ir ao aniversário de alguém e beliscar um doce, não mata ninguém. O problema é a excessão virar a regra.

Hoje, ainda não tomo refrigerantes, mas tomo ICE (bebida gaseificada com vodka e algum sabor como limão ou tangerina) de vez em quando. Ou seja, não sou tão radical. O importante é a regra.

De qualquer forma, já fui em vários churrascos, onde todos se entupiam de refrigerantes, onde eu e a esposa bebemos apenas água.

Parte C

Os dias foram passando, fui cedendo, e eu mesmo relaxei com a minha alimentação. Mas não foi um caminho tão sensato assim. Não que eu tenha adquirido algum mal imediato por isto, mas este é o problema, só veremos as consequências da má alimentação com o tempo, quando talvez não haverá como voltar atrás e gastaremos um bom dinheiro com remédios e tratamentos.

Domingo (06/04/2008), comentei com minha esposa: vou melhorar minha alimentação, de novo, a partir de amanhã, segunda-feira.
Uma das primeiras coisas que me veio à mente foi evitar doces. A gente não percebe, por virar normal, mas é muita porcaria que comemos no dia-a-dia, tudo quanto é tipo de guloseimas e lanches rápidos, ou mesmo os tantos produtos industrializados.

Deixo claro que, mesmo eu expondo minhas vontades e mudanças aqui, não significa que serei preso a isto ou deixarei de fazer algo por ter pessoas que criaram expectativas em cima disto.

Meu objetivo inicial é realmente evitar certos alimentos, tornar como regra uma alimentação mais saudável, pelo menos dentro de minha casa.

Algumas práticas ainda são mantidas desde o início do casamento sem qualquer problema:

- evitamos frituras;
- nos casos que precisaríamos de óleo de soja para fritar, utilizamos manteiga na maioria das vezes;
- utilizamos azeite em alguns casos também;
- não comemos margarina.

Já outras práticas, tinham entrado no esquecimento:

- evitávamos comprar peitos de frangos turbinados, optávamos por orgânicos;
- evitávamos doces e biscoitos;
- evitávamos sucos em pó. Eu tomava mais água que tudo.

Tentarei voltar com as práticas que eu havia parado.
Para evitar os doces, tento ter frutas sempre à disposição.

Não tenho a pretensão de me tornar vegetariano, quero é ter uma alimentação equilibrada e mais saudável.

Música gospel

religião, vida 1 comentário »

Alguns podem ficar sem entender como ainda ouço músicas ‘gospel’ de vez em quando. Não é comum, mas pode acontecer.

Tem louvores que me agradam. Não falo quanto à letra de adoração divinal, mas à composição melódica, a música.  Nada de errado, nada de contraditório. Não ouço com a mesma intenção de um cristão.

É fácil entender. Será que as pessoas ouvem outros tipos de músicas crendo e fazendo questão que a letra seja uma história real?

Assistem filmes achando que tudo aquilo é verdade? Ou será que fazem por sentir algum prazer?

Tem música estrangeira que não entendo uma palavra sequer, mas que me faz bem.

A música pode ser espírita, católica, celta, romana, ou ter qualquer outro rótulo, se me agradar, pouco me importa as intenções ou raízes.

Trabalhar

cotidiano, vida 2 comentários »

[Post redigido antes de optar por ser demitido pela empresa]

É engraçado conversar sobre trabalho com outras pessoas às vezes.

Não sou realizado com meu serviço. Na verdade nem sei com o que queria trabalhar. Talvez nem quisesse trabalhar, não queria emprego. Se fosse só uma escolha, sem consequências, estaria realizando atividades por prazer, passatempos.
Mas, infelizmente, não é. Tem todo o bolo de contas pra pagar. E elas vencem, arrancando seu dinheiro[bb] sem misericórida.
Contas como aluguel, água, luz, condomínio, plano de saúde, etc… são certeiras, têm dia marcado para atacar. Não temos pra onde correr.

Fulano pergunta: com o que você trabalha? Respondo: com informática, desenvolvendo sistemas. Com que linguagem ja mexeu? A, b, c …

Nossa, que legal!

Digo: legal como hobbie, sem obrigação, sem cronogramas que te dão contra o tempo, sem apurrinhação.
Emprego, obrigação, se torna um saco.

Quanto você ganha?
R$ XXXX

Nossa… pela média (de pobreza) está de bom tamanho. Tem gente que ganha R$ XXX e sustenta a família. Você nem tem filho.

Filho-de-cruz-credo, cada um com seus problemas. Não adianta eu me sentir feliz apenas por ter gente mais na merda do que eu. Eu queria é que todos ganhassem mais do que o suficiente para viver, e não apenas sobreviver. Mas não uso a lógica de lamentar o que as pessoas ganham e me satisfazer com o meu trabalho e com o que ganho apenas por isto.

Eu queria não precisar de dinheiro para pagar as contas, e assim não ia querer mais trabalhar sem vontade para conquistá-lo.
Mas como preciso, então tento me esforçar o mínimo possível para pagar o que quero.

Não quero me vender a uma vida desenfreada se estressando por emprego que suga a maior parte de nosso tempo. Quero viver.

Tem coisas que fazemos por utilidade e não por prazer.

Você não é feliz

cotidiano, vida 1 comentário »

E quando alguém chega pra você e diz: Você não é feliz.
Mesmo você dizendo que é, a pessoa diz: Você acha que é mas não é!

Talvez pela forma de pensar e o modo de viver diferente daquele que expressa sua opinão. Como se isto fosse por si só um fator que define se alguém é feliz.

Será este o parâmetro utilizado para uma conclusão simplista desta?
Eu não posso definir o que sinto e penso?

Mas quer saber? Pouco me importa como definem ‘felicidade’. O que importa é que tenho prazer em viver.

Daqui a pouco alguém vem e diz: Você não tem prazer em viver. você acha que tem.

Então, adianto: Ache como quiser.

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