Discípulo da razão é um blog para falar sobre a vida e sua falta de sentido. Sem rodeio. Sem frescura.
Temor a deus
dez 17th
Há pessoas que chamam a atenção dos incrédulos dizendo, ou dando a entender, que uma hora ou outra acontecerá uma tragédia em nossas vidas por não temermos a deus.
Esta idéia se volta contra quem a proferiu a partir do momento que levamos em conta que há milhares de outros deuses pregados pelo mundo. Apesar da pessoa estar seguindo um em particular, ela está afastada dos outros milhares. Se eles forem tão vingativos como o deus cristão, a pessoa estará na merda como qualquer outra.
Mas o mais estranho é que inúmeras tragédias acontecem também com os seguidores de divindades!
Ou deus não dá a mínima para a questão de alguém crer e temer a ele e ferra todo mundo, ou ele não interfere nos acontecimentos do universo. Então qual a vantagem em sacrificar sua vida servindo a um deus em específico?
Será que os deuses são tão inseguros que precisam de alguém crendo neles e com base nisto recompensam ou punem?
Eles escravizam sem a menor pena, sob fortes ameaças, e ninguém reclama. As pessoas temem e está tudo certo.
Daqui a pouco quando eu tropeçar numa calçada qualquer e cair vão me dizer que foi um duende malandrinho que ficou na minha frente de sacanagem só por não crer nele.
Se deus, qualquer um deles, for tão vingativo e cruel como imaginam, a melhor coisa é manter distância.
Prefiro acreditar nas fadas madrinhas.
Mudança de vida
jun 7th
O ateísmo proporcionou muitas mudanças em minha vida. Na verdade, a religião me prendia e não permitia eu avançar, crescer e amadurecer. Era minha própria prisão. Quando me libertei dela, pude começar a repensar todos os conceitos que eu tinha até então e tirar minhas próprias conclusões. Não tenho como descrever esta sensação maravilhosa de liberdade, é algo explêndido. Me senti verdadeiramente vivo.
Foi o início de um processo glorioso que continua em andamento durante todos os dias de minha vida. A todo momento observo, reflito e tiro conclusões sobre as coisas ao meu redor, sem medo de estar infringindo alguma regra celestial ou de ser criticado por alguém. Quando participava de igreja, tinha que tomar cuidado para não desobedecer doutrinas e nem mandamentos de pessoas com poderes eclesiásticos, senão eu poderia perder funções que eu tinha adquirido ou ficar mal falado. Aliás, estas duas coisas aconteceram.
Minha mudança na forma de pensar foi algo que eu não podia segurar, algo natural, e que me proporcionava um prazer imenso.
Antes eu ouvia muito dizer sobre liberdade, mas fui descobrir por mim mesmo, sentindo o verdadeiro gosto, depois que me desliguei da religião.
Na verdade, as mudanças começaram a brotar antes mesmo do ateísmo, e elas me levaram à descrença. Por fim, a descrença, e a perda do medo de algum ser me cobrar por eu pensar de forma independente, me levaram a outras mudanças.
Poderia classificar essas mudanças pelos momentos em que apareceram. No estágio pré-ateísmo, foram mudanças na forma de pensar em relação à doutrinas bíblicas, religião e divindades. As mudanças pós-ateísmo, foram mudanças na forma de viver e pensar sobre o mundo.

