Prazer em ler

Durante o namoro eu insistia com minha atual esposa a tentar ler livros para ‘ajudá-la’ a ser mais articulada, estruturar melhor suas opiniões, aumentar o vocabulário e blá blá blá. Pobre de mim que nem sou culto, apenas um curioso e metido a ler coisas de meu interesse. Ela admitia e era original: não gostava de ler.Até que conseguimos comprar um livro pelo qual ela começou a ler e se interessou. Um livro estilo comédia romântica. Leu ele todo e adorou.

Percebi que não adiantava forçar, mas disse que só compraria livros se ela realmente fosse ler.

Chato, eu fazia perguntas do tipo: e aí, acabou o livro? Porquê não lê em vez de assistir TV? Ou em vez de blá blá blá?

Passou-se o tempo, algumas outras raras leituras, e casamos. Durante o casamento já compramos alguns outros livros pra ela, acho que uns dois. Começou a ler e não conseguiu passar de alguns capítulos até então. Talvez não gostou muito, talvez não quer ler por enquanto. Não importa, o que importa é que ela só vai ler quando quiser e se quiser. Mais do que certa.

Ainda pouco consciente deste assunto, eu, até pouquíssimo tempo atrás tentava dar um empurrãozinho. Até por pensar no dinheiro ‘investido’ e no livro parado, esquecido. Gastar já é complicado, comprar e não ler então, realmente dói no bolso.

Me descobri um chato e inconveniente. Pra quê forçar um gosto meu para cima de outra pessoa?
A pessoa vai ler no dia que tiver vontade e ponto. Assim como vou ver TV quando eu quiser, vou jogar sinuca quando eu quiser. Tudo, se eu quiser. Se eu não gosto de algo, não adianta me forçarem, assim como não adianta eu perturbar e encher o saco de alguém.

As coisas são prazerosas para quem as consideram prazerosas. São importantes para quem as consideram importantes.

Vale a pena conferir o post do Alex, que acabou me motivando a escrever isto, falando sobre o Lobby da Leitura.

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Palm – Leitura de livros

Palm T5Comprei um palm. Um Tungsten T5 usado. Não queria continuar gastando com compras de livros e queria poder tê-los disponíveis de forma fácil. Claro, isto não significa que nunca mais comprarei livros, mas posso evitar tal gasto. Pesquisei por alguns dias um palm que fosse útil para leitura de arquivos doc e pdf. Tinha vários livros armazenados no computador mas não tinha muito saco pra ficar sentado lendo em frente ao monitor.

Não tinha coragem de comprar um palm pelo preço salgado, até que tive a idéia de pesquisar algum pda usado em boas condições no MercadoLivre. Encontrei e decidi comprar.

Valor: R$320 + valor do frete. Com o MercadoPago, e parcelamento em 3x, gerou mais alguns encargos.

Já comecei as leituras e por incrível que pareça, é prático. Tudo bem, posso não ter os livros em mãos, sentir seu peso, perceber visualmente e tatilmente o quanto já li pelos bolos de páginas em mãos. Posso não tê-lo em uma estante qualquer. Mas, e daí? Qual seria a vantagem real em tê-lo fisicamente? A informação vem pra cachola do mesmo jeito.

Se somar o valor dos livros que posso encontrar para download, passa o valor que gastei com a compra sem precisar de muito cálculo.

Além deste benefício que foi o motivador para eu realizar a compra, tenho um pequeno utilitário em mãos: agenda, contatos, tarefas, memos, mini-jogos, etc.

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