Discípulo da razão é um blog para falar sobre a vida e sua falta de sentido. Sem rodeio. Sem frescura.
Conservação da natureza e Filhos
jan 12th
Atualmente muito ouvimos sobre conservação da natureza, desenvolvimento sustentável, sustentabilidade ambiental, etc.
Diversos projetos estão surgindo relacionados a este tema geral, mas talvez muitos esqueçam de uma estratégia muito forte para evitar mais problemas do que já temos: não tenham filhos!
Quanto menos gente surgindo, menos gente consumindo, menos recursos faltando.
Então, por qual motivo ter (mais) filhos? Isto só agrava mais a sua situação e dos outros que já estão por aqui.
Muitos se ‘preocupam’ tanto em preservar a natureza e se esquecem da espécie que mais se mete no curso natural das coisas: nós, humanos.
Contribua um pouco mais com o bem estar de todos e com a natureza: evite filhos.
Casais sem filhos
fev 26th
Dias atrás estive conversando com uma pessoa próxima e falei que eu não quero ter filhos. Fiquei surpreso pois ela disse que não conhecia nenhum casal sem filhos realmente feliz.
Parece que meus argumentos não são muito bem aceitos por eu ser jovem e ter pouco tempo de casado (casei em 2007), como se todos os pontos expostos e minha própria opção fosse besteira e que eu não soubesse do que estou falando. Afinal, consideram que eu vou mudar de idéia assim que for passando o tempo e amadurecendo pois ter filhos é algo necessário para um relacionamento. Parecem entender que filhos são a porta para a felicidade e só eles que pudessem fazer isto pelos casais.
Às vezes parece que felicidade é como uma vitamina, é só bater e beber. Um pouquinho de leite e alguns pedaços de morango e pronto!

Será que querem acompanhantes sociais para a velhice que não cobrem diárias? Coitados dos filhos, já nascem com inúmeras atividades a serem exercidas sem ainda terem noção que estão vivos.
Muitos pais parecem ignorar a restrição de liberdade e responsabilidades complexas que surgem com a chegada dos filhos. Motivos para ter filhos citam vários, se esforçam para isto, mas os motivos para não ter filhos preferem deixar de lado.
Se você também não deseja ter filhos mostre a cara e dê sua opinião comentando o post.
Não quero ter filhos
fev 16th
Não consigo ver casais dizendo quanta vontade têm de ter filhos, ou outros falando sobre os seus já nascidos, sem pensar em todos os motivos que os levam a tê-los e o que isto acarreta.
Claro, sendo uma coisa natural, e consequência do ato sexual, tendemos a nos adaptarmos e tentarmos expor apenas o lado bom, além de incentivar outros a terem filhos também. Porém considero indevido não meditar sobre tudo que isto implica.
Motivos para ter filhos
Qual o motivo para a pessoa desejar ter um filho?
Mesmo não tendo um atualmente, tentarei imaginar possíveis respostas:
- Criança traz alegria para a casa.
- Formar uma família.
- Sair da monotonia do casamento.
- Ter um descendente, alguém que saiu de você.
- Ter o prazer de observar alguém que você “criou” se desenvolver no mundo.
- Ter alguém para cuidar de você na velhice.

Observando de perto, percebo tais pensamentos como um mero egoísmo, não que seja imoral ou maléfico, mas não percebo-o como um ato benéfico ou heróico para o filho, e para os pais é relativo e depende de cada caso.
A criança pode trazer os benefícios esperados, porém percebemos que em alguns casos transferimos responsabilidades quanto à nossa felicidade e dinamismo do casamento para a criança.
Questionamentos
Será que ela é a solução para as coisas? Não há outros meios? Quais os benefícios para esta criança? Você a utilizará para esperar dela algo que você não foi capaz de produzir?
Precisamos levar em conta todos as responsabilidades que derivam do nascimento da criança.
A estabilidade financeira do casal muitas vezes é comprometida, gerando atrito entre os dois. O barco pode naufragar e você começar a sobreviver em vez de viver. A vida íntima pode ser muito prejudicada. Os momentos de lazer poderão ser limitados e até direcionados para o filho. Resumindo, sua vida poderá ser em função do filho.
E vem outra questões:
Você terá condições de criá-lo e educá-lo dando-lhe um bom desenvolvimento, tanto físico quanto intelectual?
Terá condições de lhe manter uma boa saúde? Terá tempo para ele?
Se ele tiver algum problema sério de saúde, que ocorra em grandes gastos financeiros e sugue todo seu tempo disponível, terá condições psicológica e financeira?
O prazer de ter um filho pode ser algo sensacional, mas talvez seja simplesmente o instinto animal agindo, pois nos orgulhamos de mostrá-lo e ver um ser que nasceu de nós mesmos. A procriação é algo natural, no sentido biológico, mas não pode ser ser tida como regra para todos.
Se não houver um controle de natalidade consciente, chegará uma hora em que o mundo ficará inabitável. Muita gente, poucos recursos.
Já vi pessoas comentando: “Se seus pais pensassem assim você não existiria, não teria oportunidade de curtir a vida, de ser o que é”. Mas pergunto: Desde quando alguém que não existe tem consciência? Ela não existe para saber, ou seja, é totalmente indiferente. E o que seria curtir a vida, ou ser o que é? Qual a verdadeira vantagem disto? O mundo não é um simples conto de fadas, aliás está bem longe disto.
Estando vivo, é claro que fazemos um exercício constante de termos momentos de prazer, mas fazemos isto por estar vivo, sendo até um esforço para não ser engolido pela falta de sentido de tudo.
Alguns podem dizer: “Se for ficar pensando nestas coisas, acabamos não fazendo nada. O negócio é ter filho que damos um jeito para tudo. Vale a pena”. Oras, se a pessoa reconhece que se ela parar para analisar talvez não compense tomar certas atitudes, por que ela prefere deixar de pensar sobre tais coisas para poder agir? É mais sábio? É garantia de alegria? Ou será que é para seguir o fluxo natural da sociedade?
Quem sabe seja até uma forma de algumas pessoas criarem seu sentido da vida gerando outro ser que lhe dará uma possível fuga do mundo e das preocupações tenebrosas que o assolam? Mesmo que isto funcione para tais pessoas, será mesmo um benefício para seu filho?
Ele acabará sendo vulnerável aos mesmos problemas que todos nós.
O fato de gostar de crianças não torna obrigatório imaginar a idéia de ter um filho.
O casal pode viver bem a sós, sem filhos. Não consigo restringir o bem-estar de um casal à existência de um filho em alguma etapa do relacionamento.
Pode ser que o desejo de muitas pessoas em ter filhos, seja originado de um sentimento de posse: “é meu!”. Então pergunto: No fim, isto é bom pra ele, ou pra você? Isto é uma preocupação com ele, ou consigo mesmo?
Procuro meditar sobre os assuntos e ter conclusões mais racionais do que meramente emocionais. Muitas vezes acabamos nos acostumando a viver nos adaptando às consequências, à emoção do momento, às vontades da sociedade, e não tentamos nos oferecer um pouco de reflexões sincera antes de tomar alguma atitude.
Evite ter filhos por considerar algum sinal de compaixão ou uma obrigação.

