Discípulo da razão é um blog para falar sobre a vida e sua falta de sentido. Sem rodeio. Sem frescura.
Confissão – pecados
mar 14th
Depois de ter postado o artigo sobre os novos pecados, percebi ter esquecido de ter incluído uma parte interessante publicada no portal Globo sobre este assunto ainda:
Monsenhor Gianfranco Girotti falou dos novos pecados aos padres reunidos no Vaticano até o final de semana passado, durante curso de atualização sobre o sacramento da confissão.
Durante o curso, o responsável pelo tribunal informou que cada vez menos católicos confessam os próprios pecados aos padres. Girotti denunciou que cerca de 60% dos fiéis na Itália não se confessam, citando estatísticas da Universidade Católica italiana.
Na entrevista ao Osservatore Romano, Girotti recordou as recomendações para se receber o perdão.
“Confissão em 15 ou máximo 20 dias antes ou depois de cometer o pecado, comunhão, oração segundo as intenções do papa, pureza e caridade”, disse o clérigo.
O sistema de perdão é tão ‘desenvolvido’ que a pessoa pode se confessar antes mesmo de pecar, tirando todo o peso de sua consciência ao cometer o ato, livrando-a do sentimento de culpa. É só planejar os pecados com uns 20 dias de antecedência.
Já para quem pedir perdão após pecar, lembre-se dos prazos para não ser castigado.
Novos pecados – Vaticano
mar 11th
Vaticano divulga lista de novos pecados capitais:
A manipulação genética, o uso de drogas, a desigualdade social e a poluição ambiental estão entre os novos pecados capitais pelos quais os cristãos devem pedir perdão, segundo a nova lista apresentada pela Santa Sé.
O Vaticano atualizou a lista de pecados capitais para adaptá-la à “realidade da globalização”.
Me preocupa esta forma com que a igreja atua para tentar resolver as coisas.
Em vez de fazerem algo benéfico a respeito e tentarem uma conscientização com argumentos sólidos, adicionam novos ítens à lista de ‘pecados’ e pronto. É trágico o poder que eles possuem para ditarem o certo e errado ao seu belprazer. Tudo bem, a intenção pode ser boa e para o bem comum. Mas até isto é relativo. Quem decide o que é bom e certo? Eles.
Manipulação genética:
Por qual motivo insistem em andar na direção inversa da ciência?
Será que rejeitam todos os seus benefícios quando precisam?
Talvez a igreja tenha uma lista das manipulações permitidas e outra das pecaminosas.
Uso de drogas:
O que seriam drogas para o Vaticano?
O dicionário define como: qualquer substância medicamentosa; nome genérico das diferentes matérias que entram em preparados farmacêuticos ou na indústria; e outras definições.
Quem vai julgar qual é a droga boa ou a ruim? Ou será que ninguém mais vai se tratar com medicamentos?
A desigualdade social:
Creio que estejam se referindo à desigualdade econômica, já que a desigualdade social é mera consequência da existência. Não há como forçar uma igualdade em todos os âmbitos em cima de nossas diferenças. Só adestrando e robotizando as pessoas. Não que isto já não venha sendo feito.
Quanto às diferenças econômicas, quero ver se os poderosos da igreja vão doar suas posses aos demais buscando essa igualdade almejada. A igreja poderia vender seus templos e compartilhar o dinheiro da venda com seus fiéis. E, pra melhorar, poderia parar de construir templos e parar de gastar dinheiros ornamentando-os.
Nem adianta sugerir controle de natalidade como uma forma, dentre outras, de frear o crescimento desta desigualdade. O papa nem sequer gosta da idéia da camisinha. As pessoas que engravidem e peguem aids. Os fiéis são pessoas puras e não praticam sexo fora de um casamento. Ele acredita mesmo nisto? Nem sequer os padres se aguentam.
Poluição:
O que sugerem para acabar com a poluição?
Em se tratando de poluição do ar, as pessoas que trabalhem em alguma empresa que, mesmo indiretamente, contribua para a poluição, devem pedir demissão? Ir ao confessionário e pedir perdão?
A partir de agora todos andarão de bicicleta e venderão seus carros?
Não adianta apenas apontar problemas. Precisamos de soluções.
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Sou a favor de frearmos os males que tem assolado a natureza e trabalharmos em prol de melhorias, porém instituir algo como pecado não muda nada. Aceitar isto só confere ainda mais poder à igreja para ditar o que é certo ou errado.
É necessário conscientização e não mais pecados.

